Rui Almeida, deixa a sua opinião sobre o impacto da transformação digital no mercado do outsourcing.

2018-11-30


Quais os principais desafios e quais os entraves que se colocam ao desenvolvimento do outsourcing num mundo em transformação digital?

As atividades de outsourcing estão, cada vez mais, a deixar de ser meramente transacionais e de back office, constatando-se uma clara tendência para a necessidade de os prestadores de serviços de outsourcing serem capazes de apresentar uma oferta de serviços de valor acrescentado. 

Anteriormente, o âmbito dos serviços prestados cingia-se a processos não core, rotineiros e em que o nível de especialização era bastante restrito; hoje, a comoditização desse tipo de serviços levou a uma consequente quebra de margens, com um ambiente concorrencial baseado no preço. Tornou-se, como tal, exigível às empresas competirem pela diferenciação de serviços e investirem na inovação de processos, serviços e soluções.

A emergência de tecnologias facilitadoras vem, neste contexto, permitir às empresas que se posicionam nesta arena de serviços profissionais promover dois vetores de desenvolvimento:

(i) industrializar e rentabilizar os serviços rotineiros e repetitivos, substituindo ou suportando os processos cognitivos tradicionais; e

(ii) suportar a inovação e o conhecimento, permitindo percorrer o caminho da diferenciação de serviços.

Nas atividades de outsourcing, o tema da 4ª revolução industrial – a revolução da automação – ocupa a agenda de transformação do setor e dos serviços prestados pelas empresas. A robótica, o digital, a cloud, os analytics, entre outros, vêm associados a uma economia cada vez mais global e conectada. As tecnologias são simultaneamente facilitadoras e indutoras de maior produtividade, assim como disruptivas.

A automação do trabalho é tudo menos nova, mas agora a introdução de Robots ou de Inteligência Artificial no outsourcing é um verdadeiro desígnio, que encerra um desafio e uma oportunidade.  

As empresas de contabilidade e de outsourcing qualificadas, com foco em tecnologias inovadoras e na transformação digital, estarão melhor preparados para mudar, protegendo e impulsionando o futuro do seu negócio. Para alguns a evolução tecnológica que se apresenta é rápida, para outros será uma transição gradual. Para todos ela apresenta-se como inevitável.

Os playersque adotarem esta mudança mais cedo estarão na vanguarda da liderança no apoio aos seus clientes, enquanto que os que resistem ou tardam em aceitar a mudança arriscam-se a ficar para trás.

Rui Almeida, CEO da Moneris.

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