O Turismo até 2027

2017-02-23


Moneris partilha a sua visão para o setor no âmbito do SVN - Salão de Viagens e Negócios

O Turismo é uma atividade estratégica para a economia portuguesa, estimando-se que possa representar, de forma direta e indireta, cerca de 20% do PIB nacional.


A Organização Mundial do Turismo prevê um crescimento do turismo mundial, nos próximos 10 anos, a um ritmo de 3,3% ao ano.

Dentro deste contexto, Portugal tem-se posicionado e é cada vez mais reconhecido como um dos destinos de excelência a nível global. O turismo representa hoje mais de 15% no total de exportações de bens e serviços nacionais, sendo responsável direto pelo emprego de quase 300 mil pessoas.

Perante este quadro, é importante que os agentes do setor, públicos e privados, atuem numa estratégia concertada, que combine uma visão de curto e de médio-longo prazo.


Este pensamento estruturado sobre a atividade turística deve permitir alavancar ações imediatas com retorno visível e mensurável e, em simultâneo, conferir um horizonte de pensamento sobre o setor que assegure estabilidade nas políticas públicas e proporcione sustentabilidade ao investimento privado.

O setor público, bem como as instituições públicas ligadas ao turismo, devem trabalhar em conjunto com os profissionais e potenciar o desenvolvimento do setor. Como?


- Potenciando o estímulo à inovação e ao empreendedorismo
- Apoiando a geração de startups e novas empresas que possam revitalizar o tecido empresarial do setor
- Melhorando as acessibilidades e infraestruturas
- Prosseguindo uma política de valorização do património e da cultura
- Permitindo a simplificação e modernização administrativa
- Criando condições de apoio ao investimento, ao financiamento e ao acesso a fundos comunitários


Os agentes privados e profissionais do setor, por seu turno, deverão focar-se na qualificação e valorização dos recursos humanos.
Deverão procurar atenuar a Sazonalidade, com uma oferta de turismo mais diversificada em cada destino, privilegiando o turismo nas suas vertentes da natureza, cultural, gastronómico, religioso, desportivo, turismo negócios e tantos outros vetores que o nosso país pode explorar.
Devem analisar as novas tendências da procura, promovendo a inovação e a era digital nas empresas do setor, tendo em conta que o turismo inicia-se no digital (com a procura do destino) e termina no digital (com os comentários).
Revela-se essencial analisar mensalmente os resultados da exploração e seus desvios, bem como aceder à informação estatística do setor.
Aos agentes privados cumpre melhorar os indicadores económicos do negócio, como o RevPar ou a receita global, assim como a liquidez ou a solvabilidade.

No que se refere à dimensão económica e financeira da indústria do turismo, há que referir que esta requer investimentos continuados significativos e bem planeados, seguidos de uma gestão efetiva e criteriosa, para permitir atingir a rentabilidade desejada.


Nos negócios em que a sazonalidade condiciona a atividade, um criterioso controlo da tesouraria constitui um fator preponderante. No setor hoteleiro em particular, ter ao dispor os principais indicadores para monitorizar a atividade, desde a Autonomia Financeira ao REVPAR, da taxa de ocupação à Rendibilidade dos Capitais Próprios, é indispensável para apoiar a tomada de decisões.

Em qualquer projeto, de modo a potenciar o seu sucesso, é fundamental proceder à elaboração de um Plano de Negócios e garantir um acompanhamento permanente da situação financeira. Por outro lado, numa base anual, a elaboração do Orçamento, a gestão por centro de custos e a análise dos desvios, são ferramentas essenciais que devem ser utilizadas pelos gestores.

Providenciar informação relevante para que a gestão possa tomar decisões informadas e atempadas, garantindo deste modo uma otimização de recursos e maximização da rendibilidade das atividades, é uma obrigação dos departamentos financeiros, das áreas de controlo de gestão, dos consultores e dos contabilistas.

Estes devem, cada vez mais, ser os principais parceiros de um bom gestor do turismo.

É também aqui que o grupo Moneris assume um papel de referência, através do seu Centro de Competências em Turismo que, atento às especificidades desta atividade económica, definiu uma proposição de valor especifica e direcionada para as empresas e empreendedores do setor, nas diferentes áreas da sua competência e conhecimento.


A Moneris entende que pode prestar um contributo diferenciador aos gestores do turismo, apoiando-os nos processos de decisão e permitindo que, com a sua abordagem técnica e especializada nas áreas da contabilidade e do apoio à gestão, possamos ser o seu parceiro de referência ao longo dos próximos 10 anos.


Rui Pedro Almeida, CEO e Administrador do grupo Moneris
in SVN - Salão de Viagens e Negócios 2017